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terça-feira, 20 de março de 2012

A medicina não cura mais

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Estamos chegando às óbvias conclusões. Tudo na vida é feito de ciclos. Os seres humanos são por demais inconsequentes e se atiram desesperadamente em cada nova onda, como se fosse a única e tão esperada “solução”. Para que?¿ Para vencer a doença sem fazer esforço, para alcançar a longevidade através de mágicas instantâneas, para resolver as questões de energia e vitalidade com alguns comprimidos. Pronto! Tudo resolvido!
Nesta mesma semana, em diversos sites, novamente é anunciado um novo produto para resolver os problemas de obesidade e, pasmem! O chamamento é: “Finalmente chega dos EUA ao Brasil...!” Como assim?¿ Um país onde o número de obesos é alarmante e a saúde da população andando às turras.
Pois a conclusão de que a Medicina, do jeito como a conhecemos, está chegando ao final de seu ciclo vem da própria OMS – Organização Mundial de Saúde e diz respeito à resistência humana aos antibióticos. O alerta tem já um prognóstico de futuro próximo, já que o processo é crescente. Cada vez novos e mais potentes antibióticos são fabricados, pois os anteriores já não oferecem os efeitos apregoados.
A péssima notícia é a possibilidade de que uma simples infecção na garganta ou um arranhão podem ser fatais, pois o organismo não tem mais defesas.
"Uma era pós-antibióticos significa, de fato, o fim da medicina moderna como a conhecemos", declarou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, durante um encontro de especialistas em doenças infecciosas realizado nesta semana na Dinamarca.
Margaret  Chan discorreu sobre o desafio que esta nova realidade representa, especialmente para os países em desenvolvimento, que são os principais afetados por essas enfermidades.
"Muitos países estão incapacitados pela falta de infra-estrutura, incluindo laboratórios, diagnósticos, confirmação de qualidade, capacidade de regulação, monitoramento e controle sobre a obtenção e a utilização de antibióticos", diz Chan. "Por exemplo, comprimidos contra malária são vendidos individualmente em mercados locais. Também há abundância de antibióticos falsos ou de baixa qualidade", afirma.
Isso nos diz respeito diretamente. Nós somos um país em desenvolvimento, somos um povo com vício de automedicação, temos um sistema de saúde pública e de muitos planos de saúde, bastante precários, agravado pelo triste fato de sermos os campeões em uso de agrotóxicos – os venenos estão em toda a parte – e o indiscriminado uso de transgênicos, alimentos modificados geneticamente e que não receberam os devidos estudos e pesquisas para avaliar quais os danos e efeitos colaterais que isso provoca no organismo humano.

Fonte da informação original: BBC Brasil e Terra

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